Descubra a origem do cachorro-quente e conheça as versões mais famosas do Brasil

Descubra a origem do cachorro-quente e as versões mais famosas no Brasil

O cachorro-quente é um dos lanches mais populares do Brasil. De Norte a Sul, a iguaria ganhou características regionais próprias e se tornou um símbolo da criatividade gastronômica brasileira. 

Neste mês, em que se celebra o Dia do Cachorro-Quente, 9 de setembro, que tal conhecermos a história desse clássico e algumas das versões mais famosas e saborosas espalhadas pelo país?

A história do cachorro-quente

A origem do cachorro-quente tem diferentes versões. Uma delas afirma que surgiu em Frankfurt, na Alemanha, no ano de 1852, quando um açougueiro batizou as salsichas que fabricava com o nome de seu cachorro da raça Dachshund — até hoje conhecida como “salsichinha” no Brasil. 

Outra versão conta que o imigrante alemão Charles Feltman levou essa salsicha para os Estados Unidos, em 1880, e acabou criando um sanduíche quente com pão, salsicha e molhos.

Há ainda a hipótese de que, em 1904, um vendedor de salsichas quentes da cidade de Saint Louis, no estado do Missouri (EUA), desenvolveu uma solução curiosa para os seus clientes não queimarem as mãos, oferecendo uma luva para segurar as salsichas. O problema é que muitos se esqueciam de devolver, causando prejuízos ao comerciante. Então, seu cunhado, que era padeiro, sugeriu usar pão em vez da luva, dando origem ao formato do lanche que conhecemos hoje.

O cachorro-quente no Brasil

No nosso país, o hot dog foi lançado em 1926 pelo empresário Francisco Serrador, criador da Cinelândia, no Rio de Janeiro. Ele começou a vender cachorro-quente em seus cinemas e a novidade rapidamente fez sucesso, espalhando-se pelo país. 

Desde então, o prato ganhou variações inspiradas nas tradições locais de cada região. Em São Paulo, por exemplo, o conhecido “dogão” leva ingredientes como mostarda, ketchup, maionese, batata palha, purê de batata, milho e ervilha. Já no Rio de Janeiro, a receita do cachorro-quente foi incrementada com ovos de codorna, vinagrete, queijo parmesão ralado e azeitona. 

Em Curitiba, no Paraná, por influência da culinária polonesa, existem opções com chucrute e salsicha estilo kielbasa. Já no Norte do estado, especialmente em Londrina, um dos principais ingredientes de para um bom cachorro-quente é o frango desfiado. 

Na Paraíba, o lanche é uma verdadeira explosão de sabores, com ingredientes como salsicha, carne moída temperada, molho vinagrete, ovo de codorna, azeitona, coentro e queijo de coalho ralado.

Já em Belém do Pará, a receita foi reinventada com sabores típicos da região, com pão francês e carne moída, molho de tucupi, jambu e até castanha-do-Pará caramelizada. 

Em Manaus, capital do Amazonas, o cachorro-quente, chamado de “kikão”, é preparado com salsicha, molho de tomate, maionese, batata-palha e queijo ralado. Existe também uma versão sem salsicha, chamada de “x-caboquinho”, que leva lascas de tucumã, banana frita, manteiga e queijo de coalho.

O tradicional dogão paulista repaginado pela Chef Wilza

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